Comitiva israelita visita Sintra para conhecer projeto das Escolas Ubuntu

Uma comitiva israelita visitou as Escolas Ubuntu de Sintra para conhecer a forma como a Câmara Municipal de Sintra acolhe este projeto e a forma como desenvolve as competências socioemocionais de alunos e educadores do concelho.

A visita desta comitiva integrou o programa "Academias Gulbenkian do Conhecimento”, da Fundação Calouste Gulbenkian, para que representantes de várias organizações da sociedade civil de Israel e do governo israelita pudessem ver, no terreno, a aplicação do tema das competências socioemocionais, bem como a sua importância no desenvolvimento de territórios e instituições.

Assim, a comitiva teve oportunidade de conversar com estudantes, educadores e diretores de agrupamentos de escolas. Através deste diálogo, foi possível partilhar a experiência pedagógica no âmbito do projeto e o impacto das iniciativas no desenvolvimento individual de cada jovem participante, bem como nas relações interpessoais estabelecidas e no seu envolvimento da comunidade educativa.

Recorde-se que a Câmara Municipal de Sintra apoia este projeto através de um protocolo com o Instituto Padre António Vieira, no valor de 36 mil euros, para a sua implementação em escolas do concelho.

Para o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, este é "um exemplo do excelente trabalho de união de esforços em prol das nossas crianças e jovens. Um projeto que funde em si o desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento da comunidade em que cada um destes jovens se insere. É reflexo de uma estratégia para Sintra concretizada em conjunto com os alunos, docentes e instituições."

O projeto Academia de Líderes Ubuntu destina-se a jovens dos 12 aos 18 anos, dos Agrupamentos de Escolas Alto dos Moinhos, D. Carlos I, Monte da Lua, Ruy Belo e Visconde de Juromenha, tendo por base a filosofia e método Ubuntu, a partir do modelo de liderança servidora e inspirado em personalidades como Nelson Mandela, Martim Luther King e Malala Yousafzai.

O método Ubuntu é desenvolvido a partir do modelo de liderança servidora, focada no bem comum e consciente da responsabilidade de cada participante na transformação do mundo, procurando gerar consensos e mobilizar a vontade coletiva na procura de soluções para problemas concretos, potenciando assim as capacidades individuais em prol do bem comum.

Em 2017, o projeto Academia de Líderes Ubuntu foi reconhecido pela Comissão Europeia como um dos doze projetos mais relevantes em termos de boas práticas de trabalho com os jovens e empreendorismo social, e pela ASHOKA com um Ashoka Fellow Português.

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