20 de maio de 1993: Rio de Mouro é elevado a Vila

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A 20 de maio de 1993 a Assembleia da República elevou Rio de Mouro à categoria de vila, formalizado depois pela Lei 42/93 de 2 de julho.

Não se sabe ao certo como e quando nasceu a povoação de Rio de Mouro. No século XVI foi mandada erigir, pelo Cardeal D. Henrique, a Igreja Matriz que ostenta na sua frontaria a data de 1563. No século XVIII surge em Rio de Mouro o primeiro núcleo industrial do Concelho de Sintra, com a instalação da Fábrica de Tinturaria e Estamparia.

No final do século XIX nasce a primeira coletividade, a Sociedade 1.º de Dezembro, com a famosa filarmónica; no início do século XX, ainda antes da implantação da República, um grupo de republicanos, através de subscrição pública, constrói o Cemitério paroquial.

Homens de letras, consagradas artistas de teatro, do cinema, da canção, artistas plásticos e até políticos aqui tiveram as casas de veraneio. De entre as figuras ilustres que aqui habitaram destacamos o arquiteto Adães Bermudes, escultor Francisco dos Santos, mestre Leal da Câmara, atriz Maria das Neves, José Gomes Ferreira, atriz Ivone Silva.

Na primeira metade do século XX, Rio de Mouro podia ainda caracterizar-se como uma freguesia rural com as suas quintas, as suas hortas, vinhas, olivais e pomares. A Feira das Mercês reunia anualmente os lavradores da região que tinham a oportunidade de fazer os seus negócios que consistiam na compra ou venda de gado, compra de alfaias agrícolas e venda dos produtos da terra.

É também nesta metade do século, pela mão do mestre Leal da Câmara que é construída a primeira escola oficial na Rinchoa, que se dinamiza o Casino que passa a ser um verdadeiro centro cultural e é também, nesta altura, que aparece o primeiro projeto de urbanização da Rinchoa.

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