PERIFERIAS – 8.ª Edição do Festival Internacional de Artes Performativas

Sintra recebe a 8.ª Edição do Festival Internacional de Artes Performativas - PERIFERIAS, de 1 a 17 de março, festival que fomenta a solidariedade e a união do mundo lusófono.

No seu programa encontram-se momentos de teatro, de música, de dança, de teatro de marionetas, de exposições, oficinas e ateliers de contos, uma feira do livro, entre outros momentos direcionados a públicos de todas as idades.

Neste Festival Internacional de Artes Performativas artistas de várias localidades portuguesas e de várias realidades sociais irão trocar experiências e realidades com artistas de Cabo Verde, Guiné, Moçambique, Angola e Brasil.

Na edição de 2019, os espetáculos terão lugar na Casa de Teatro de Sintra, no MU.SA - Museu das Artes de Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval, no Palácio Nacional de Queluz, na Quinta da Ribafria, entre outros espaços de cultura de Sintra.

A organização deste Festival Internacional de Artes Performativas está a cargo da Associação Chão de Oliva e conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra.

A abrir esta edição, o Centro Cultural Olga Cadaval recebe no dia 1 de março, às 21h30, os “The BLKBRDS & JUKEBOX CREW”, um projeto musical que junta uma banda com sonoridades electro-pop-funk-disco, os The BLKBRDS e a JUKEBOX CREW uma das mais reconhecidas crews de street-dance nacionais.

Associado a este espetáculo de música e dança, realiza-se um workshop com alguns dos melhores bailarinos e coreógrafos nacionais de streetdance, onde os formandos têm a possibilidade de atuar no concerto.

A Quinta da Ribafria será o palco para “Ah! Minha Dinamene!”, uma peça do Teatro Estúdio Fontenova sobre mulheres, no dia 2 de março, às 21h00. Aquelas que não podiam fugir às inevitabilidades da sobrevivência, abandonadas e obrigadas a escolher entre a fé e a prostituição. O texto original é de Luísa Monteiro a partir de investigação histórica de José Luís Neto e das Cartas de Perdão do séc. XV apresentadas a D. João II pelas centenas de mulheres condenadas ao exílio.

No domingo, dia 3 de março, é o dia de Cabo Verde. O Auditório da Junta de Freguesia de Casal de Cambra foi o palco escolhido para a peça de teatro Menos Um, representada pela Fladu Fla de Cabo Verde, às 16h00.

Este peça é uma adaptação da obra literária “Contra Mar e Vento”, de Teixeira de Sousa. A peça suporta no género drama que retrata a forma como o povo cabo-verdiano lida com a falta da chuva. Ainda evidencia o espírito de solidariedade patente nas comunidades e enfatiza o papel das madrinhas no processo da educação dos afilhados. O destino do povo das ilhas, é a emigração. A peça enfatiza esse destino na esperança de uma viagem com regresso.

Após o espetáculo “Menos Um”, a Junta de Freguesia de Casal de Cambra recebe, às 17h30, as Batucadeiras de Cabo Verde, um espetáculo de musica e dança que perlonga a festa da celebração Cabo-verdiana. Durante a colonização portuguesa, o batuque foi considerado «nocivo aos bons costumes», sendo chamado pelos termos de «música de cafres» e «música de africano». Hostilizada pela administração colonial e pela Igreja, foi durante a política do Estado Novo que essa repressão foi mais forte. O batuque, ou batuk, chegou a ser proibido nos centros urbanos, e chegou a estar moribundo a partir dos anos 50. Agora é uma arte viva e pretende-se que seja reconhecida como Património Cultural Imaterial de Cabo Verde.

 

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