19 de abril de 1824: Morre Lord Byron

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Faz hoje 190 anos que morreu George Gordon Byron, 6º Barão Byron, mais conhecido como Lord Byron, enquanto lutava na Guerra de independência da Grécia.

É reconhecidamente um dos maiores poetas da língua inglesa. A ligação de Byron a Sintra é incontornável, dela falando no seu Child Harold Pilgrimage.

Byron tinha 21 anos quando em 1809 chega a Lisboa com o seu amigo John Hobhouse e os criados Fletcher, Murray e Bob.

Visitou Sintra, Mafra e Lisboa, e deixou Portugal dez dias depois.

John Hobhouse deixou um relato da visita a Sintra, num diário de viagem escrito em latim:

- 12 de julho de 1809. Byron foi a Mafra visitar o palácio e convento, onde antes da invasão francesa os frades eram 150 e agora só 30 (…)

- 14 de julho de 1809. Fomos visitar com Byron, e por sugestão da irmã de Marialva, o seu palácio, ricamente decorado em estilo inglês (Seteais) e  estivemos na sala onde a famosa Convenção  foi assinada e  vimos um mosteiro do lado oposto. Dissemos adeus a Sintra, onde havia no hotel vários hóspedes embriagados e uma mulher suja irlandesa nos entregou uma monstruosa conta de 40 dollars e meio (…) Lendo acerca de  Sintra, descubro que a humidade é causada por exalações de vapor.

A 16 de julho, Lord Byron escrevia para Inglaterra: 
“Ao Sr. Hodgson
Lisboa, 16 de Julho de 1809.

“Até ao momento temos seguido a nossa rota, e visto todo o tipo de panorâmicas maravilhosas, palácios, conventos, etc – o que, estando para ser contado na próxima obra, Book of Travels, do meu amigo Hobhouse, eu não anteciparei transmitindo-lhe qualquer relato de uma maneira privada e clandestina. Devo apenas observar que a vila de Cintra, na Estremadura, é talvez a mais bela do mundo. Sinto-me muito feliz aqui, porque adoro laranjas, e falo um latim macarrónico com os monges, que o compreendem, uma vez que é como o deles, – e frequento a sociedade (com as minhas pistolas de bolso), e nado ao longo do Tejo, e monto em burros ou mulas, e digo palavrões em português, e sou mordido pelos mosquitos. Mas quê? Aqueles que efetuam digressões não devem esperar conforto.

Quando os portugueses são pertinazes, eu digo ‘Carracho!’ – a grande praga dos fidalgos, que muito bem ocupa o lugar de ‘Damme! (…) Quão alegremente vivemos sendo viajantes! – se tivermos comida e vestuário. Mas, em sóbria tristeza, qualquer coisa é melhor do que Inglaterra e eu estou infinitamente divertido com a minha peregrinação, até ao momento”

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