FRAGMENTOS E CONEXÕES INESPERADAS
PAULO CANILHAS
Instalação
05 de abril a 09 de junho | Sala Polivalente | MU.SA – Museu das Artes de Sintra
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Preocupa-me a relação do individuo com a sociedade.

é neste contexto que existo.

Com o avançar do tempo, permito-me a observar em vários sentidos, para um passado recente ou para o futuro ainda ausente, onde está o que procuro, o que ainda não aconteceu. Quando espreito o passado, consigo identificar as ‘nuances’ sociais e pessoais ocorridas e a sua influência direta no meu trabalho, para logo, com ansiedade, procurar o que vem a seguir. Neste processo distancio-me, critico e tento evoluir. Procurando mais. Sempre.

Não sou um pintor, não sou um escultor, muito menos um fotografo ou realizador, mas sou um pouco de todos, não tenho uma área preferida e isso permite-me navegar tão livre como todos o devemos ser

Com o meu trabalho, procuro que se estabeleça um contacto entre a minha realidade e a de quem lhe destina uns minutos de observação, e procuro, claro, o ponto de fuga que me dê a perspetiva de um diálogo diferenciador para a minha produção artística.

Nesta sociedade, aquela que observo, superprodutiva, é ainda possível ser diferenciador?

...é esse o combustível que me move!

A identidade pessoal tem sido uma fonte constante de inspiração da minha, se assim lhe pudermos chamar, poética criativa. A perceção e aceitação de mim mesmo como uma entidade fragmentada, composta por diversas facetas que se complementam, é uma dinâmica essencial na minha existência e, seguramente, no resultado do meu trabalho. No entanto, esse fascínio vai além do “eu” empírico, a observação dos meus pares, da minha tribo, o conhecimento e descoberta dos seus fragmentos, que os constroem como entidades únicas, são também parte desta observação e análise, instintiva, que faço no meu ato de existir.

Somos como uma pintura abstrata, criada de emoções, experiências, sonhos e desilusões, de erros inesperados. Somos um conjunto de fragmentos, aglomerados por conexões inesperadas num encontro do caos com a ordem que nos revela a essência e nos torna particulares.

Sobre o autor


n. 1969
Almada

Formação:

Frequentou o Curso avançado de artes plásticas do AR.CO.

No início da sua atividade, com o apoio do Professor de artes visuais e Escultor António Júlio, é co-autor do “Núcleo de Artes Plásticas do Laranjeiro” (NAP) cuja abordagem temática se centrava na multiplicidade de capacidades artísticas de cada um dos seus elementos resultando daí uma série de exposições bastantes interessantes e que catapultaram para aquilo que é atualmente o seu trabalho.

No seguimento de longas jornadas de formação e trabalho com o Escultor António Júlio, surge o convite para uma residência artística, com a duração de um ano, no seu atelier no concelho de Almada, com o objetivo definido de desenvolver um projeto de pintura e a sua relação direta com a escultura.  

Durante o ano 2014 trabalhou como assistente de Curador na galeria MAC Movimento Arte Contemporânea enriquecendo dessa forma a sua experiência e conhecimento nesta área. Desta colaboração resultaram também a criação de peças que dariam origem à exposição “Mind the Gap” na galeria MAC (Sol ao Rato).

O seu trabalho sustenta-se na observação e análise das relações humanas entre o indivíduo e a sociedade que o rodeia, abordando temas que normalmente partem da sua experiência pessoal, com o objetivo de se espelharem e colarem a cada um dos observadores que destina algum tempo de observação ao seu trabalho. A forma como nos equilibramos com os demais, o que uns são capazes e outros não para chegarem aos seus objetivos são alguns dos pontos que enumera como constantes na sua narrativa artística.

Prémios e distinções:

2023 - Prémio Aquisição I Bienal  do Alentejo – BIALE

2018 - Menção honrosa - desenho  - Bienal de Desenho de Almada. Júri: Filipa Oliveira Curadora, dir. artística da Casa da  Cerca; João Pedro Cochofel, Artista plástico e membro da dir. Galeria Diferença; Louro Artur, Pintor.

2014 - Prémio – Escultura - Galeria MAC

2011 - Colaboração Cultural - Galeria MAC

2009 - Finalista no ‘London Calling’ – Londres. Júri: Vanessa DesClaux, As. Curator, The Tate Modern, London; Tom Morton, Curator at the Hayward Gallery; Francesco Manacorda, Curator, the Barbican Art Gallery, London

Exposições individuais (seleção):

2023      “[ palavra ]” Galeria do Solar dos Zagallos, Almada

                “[ entrelinhas ]”, Galeria Sta Maria Maior, Lisboa
                “[des]conversar” Galeria Orlando Morais, Ericeira
2022       “The persistent illusion of time” Red Sheep Gallery Estocolmo

                “A persistente ilusão do tempo” Galeria Atmosfera m, Lisboa,

                “Lastro” Galeria Imargem, Almada

2021      “Quantas formas tens para contar o tempo” Galeria Solar dos Zagallos, Almada

2020      “Lastro” Galeria novaOgiva, Óbidos

2018      “As pedras do caminho que faço” #3, Galeria Teatro-Cine Pombal, Pombal

                “As pedras do caminho que faço” #2, Galeria Via Idea, Azeitão

2017      “As pedras do caminho que faço” Galeria Solar dos Zagallos, Almada

2015      “All-around” Galeria Municipal Vieira da Silva, Loures

2014      “Mind the Gap” Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea, R. Sol ao Rato - Lisboa

2012      “Escuta(te)” Galeria Municipal de Exposições, Palácio Qta. da Piedade, Vila Franca de Xira

2011      “SOLIDUS” #2Galeria Municipal Castelo Pirescoxe, Loures

                “SOLIDUS” Galeria Municipal de Abrantes, Abrantes

2010      “ORGANIC” #3 Galeria Fábrica Braço de Prata, Lisboa

                “ORGANIC” #2 Galeria de arte de Aljustrel, Aljustrel

                “ORGANIC” Galeria MAC movimento Arte Contemporânea, Av. Álvares Cabral - Lisboa

2009      “Descobrimentos”, Hotel Altis, Lisboa

2006      “TEMPO” Galeria Lugar Comum, Barcarena

2004      “Estruturas” Galeria Idea, Lisboa

2000      “P25A” Universidade do Monte, Almada

1996      “Tudo uma questão de números” Galeria Cor Pura, Almada

1990      “Instalação” Casa Municipal da Juventude, Almada

1989      “Novo Espaço” Casa Municipal da Juventude, Almada

 

Exposições coletivas (resumo)
2024      Liberdade – Centro de exposições de Odivelas
2023      deVagar - Sociedade Nacional de Belas Artes

                PoleArity Palace, Mazlish Gallery, Nova York

                BIALE - Bienal de arte do Alentejo

2022      “Solstício”, Galeria Ato Abstrato, Lisboa

2021      Mazlish Gallery, The Invisible Dog Art Center, Nova York

                “Portuguese Abstract Paulo Canilhas & Fernando Gaspar”, Red Sheep Gallery (Online)

2020      “Coletivo” Galeria Óriq, Lisboa

2019      “Travessia” ARCA Gallery, Lisboa

                ‘Em Trânsito’ - Paulo Canilhas e Cristiano Mangovo, For.Ever Art Gallery - Lisboa

2018      Bienal de Cerveira, Cerveira

                Bienal de Desenho de Almada, Almada

                ‘7 Traços’Baganha Galeria, Porto

2015      ‘Contrastes’ 11ª Exposição Coletiva Shairart, Galeria Shairart, Braga

2014      Exposição Coletiva 20º aniversário MAC. Galeria MAC Movimento Arte Contemporânea, Lisboa

2013      4ª Exposição Coletiva Shairart, Galeria Shairart, Braga

                ‘Óbidos Art Challenge’, Galeria NovaOgiva, Óbidos

2011      ‘Vive-arte 2011’, Sala-Taller María Nieves Martín, Espanha

2010      “Lisbon’Angels” Galeria Paula Cabral. Lisboa

2009      ‘Something Different, APW Gallery, Long Island City, Nova York

                ‘World of Imagination’, APW Gallery, Nova York

                Fiz ARTE_09, Galeria MAC Movimento Arte Contemporânea, Lisboa

                Bienal de arte de Coruche, Coruche

                Bienal de Arte do Avante, Seixal

                FILAN Art’s II, Galeria Filantrópica, Póvoa do Varzim

                “Festival do Amor”, Museu Jorge Viera, Beja

2007      Concurso de Desenho a grafite, Galeria da Cooperativa Árvore, Porto

1990      “Tomar a Iniciativa”, Loures

1989      Galeria Aberta, Galeria Municipal de Almada