Roteiro das Fontes de Sintra

A uma Fonte de Sintra

Por ti, magoada fonte, que suspiras
Nos silêncios de Sintra, evocadores,
E pareces roubar aos trovadores
A saudade que chora em suas liras;

Por ti, fonte das graças, que me inspiras,
Sempre embalado eu fosse! Entre esplendores,
Esqueceria o mal das minhas dores
E o Mundo hostil, semeado de mentiras!

Esqueceria a agrura em que me vejo,
A sombra vã deste horizonte baço,
Onde jamais sorri fugaz lampejo…

E, a um róseo entardecer, (doce momento!)
Minha alma partiria, pelo Espaço,
Feliz, qual sonho que se vai no vento!

(De MÁRIO BEIRÃO; in Novas Estrelas, Portugália Editora, Lisboa, 1940)
Entrando em Sintra pelo Ramalhão, caminhamos para São Pedro de Sinta e, por entre o arvoredo da Av. Conde de Sucena, encontramos o chafariz do Fetal, a dar-nos o chamamento das águas de Sintra. Trata-se de um fontanário modernista, contemporâneo do Estado Novo, em pedra bujardada. Do tanque hexagonal, ergue-se um pilar decorado com quatro escudos heráldicos de Sintra, encimado por uma taça ornada com carrancas, por onde corre a água.
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