Parque Ecológico da Adraga e Praia Grande

Uma paisagem renascida e ambientalmente sustentável num dos pontos mais ocidentais da Europa, entre o Atlântico e a Serra

Entre a serra e o mar, o Parque Ecológico Adraga–Praia Grande revela uma paisagem de rara beleza natural, onde a história da Terra e da presença humana se encontram. Este espaço foi recuperado para preservar e valorizar um património único, que inclui pegadas de dinossauros, antigas jazidas paleolíticas e notáveis geomonumentos de interesse natural e cultural, como o Calhau do Corvo e a Praia Grande do Rodízio.

Ao percorrer os passadiços de madeira que serpenteiam pela paisagem, os visitantes são convidados a descobrir este território de forma tranquila e segura. Ao longo do percurso, painéis interpretativos ajudam a compreender a riqueza geológica, natural e histórica da região, transformando cada passo numa verdadeira viagem pelo tempo.

O parque dispõe ainda de zonas de lazer e de um miradouro privilegiado, de onde se abre uma vista deslumbrante sobre a Praia Grande e a Praia da Adraga, banhadas pela imensidão do Oceano Atlântico. Entre falésias imponentes, o som das ondas e a brisa do mar, este é um lugar ideal para contemplar a natureza e desfrutar da extraordinária paisagem da costa Sintrense.

Aqui, natureza, ciência e paisagem unem-se para proporcionar uma experiência inesquecível a todos os que visitam este pedaço singular do litoral português.
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Percurso Pedestre
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Vista Panorâmica
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Acessível nos passadiços
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Circular nos caminhos e passadiços

Na área do Parque estão presentes 14 habitats naturais, cerca de 16% dos habitats identificados em Portugal, dos quais 6 são considerados prioritários ao abrigo da Diretiva Habitats. Antes das intervenções de restauro ecológico, apenas 3 se encontravam em bom estado de conservação. Os esforços de restauro ecológico em curso vão permitir a recuperação dos habitats, aproximando-se do bom estado de conservação Habitats prioritários para conservação na Diretiva Habitats, presentes no Parque Ecológico:

Zimbral sobre dunas (2250*)

Arbustos de dunas, como camarinha (Corema album) e sargacinha-amarela (Halimium calicynum).

Dunas cinzentas (2130*)

Composto por areia e dominado por pinheiros e onde podemos encontrar a erva-divina (Armeria welwitschii).

Prados secos (6220*)

Clareiras de zimbral/carrascal sobre calcário e dominado por gramíneas do género brachypodium.

Louriçal (5230*)

Arbustos e árvores como loureiro (Laurus nobilis) e medronheiro (Arbutus unedo).

Prado rupícola (6110*)

Clareiras entre matagais, junto à falésia, com muitas espécies de grande interesse, como calêndula-lusitânica (Calendula suffruticosa subsp. lusitânica) e assembleias (Iberis procumbens subsp. microcarpa).

Pinhal sobre dunas (2270*)

Dominado por pinheiros (Pinus pinea e Pinus pinaster).

O conjunto destes habitats e as ações de restauro ecológico permitem revelar uma grande diversidade de paisagens. Ao longo dos percursos, é possível atravessar diferentes ambientes naturais, desde zonas ainda em recuperação até áreas já consolidadas e em bom estado de conservação. Esta diversidade reflete não só a riqueza ecológica do Parque, mas também a evolução das intervenções de restauro, tornando cada percurso uma experiência dinâmica e em permanente transformação.

Para apoiar a interpretação destes espaços, o Parque dispõe de mesas e painéis interpretativos distribuídos ao longo dos trilhos, permitindo aos visitantes compreender melhor as características de cada habitat e o trabalho de recuperação em curso.

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