Setembro traz arte, ciência, literatura e atividades para famílias aos Museus Municipais de Sintra.
No MASMO – Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, o “Open Day” da Biblioteca Especializada convida à descoberta do seu acervo e do trabalho de investigação e preservação do património documental. Para as famílias, a atividade “Unir fios e tecer memórias” propõe uma experiência inspirada na arte ancestral da tecelagem.
O MU.SA – Museu das Artes de Sintra inaugura as exposições “Danuta Wojciechowska: os livros e a arte de ilustrar” e “Pensar o Parque Natural”, da Associação Finis Terrae, e promove a oficina “O Meu Museu, o Meu Ateliê”, dedicada à escrita criativa a partir da arte contemporânea.
Na Casa-Museu Leal da Câmara, a “Peça do Mês” destaca Cesário Verde e a visita temática “A Sala de Jantar da Casa-Museu” revela o universo artístico e o quotidiano do casal Leal da Câmara.
O MFC – Museu Ferreira de Castro promove o Clube de Leitura, dedicado à obra “O Meu Mundo não é Deste Reino”, de João de Melo, e uma oficina de criação literária.
No MHNS – Museu de História Natural de Sintra, visitas e ateliês exploram temas como a evolução da Terra, as alterações climáticas, os fósseis e a evolução humana. Continua em destaque a exposição “Mordidas do Tempo”, sobre o que os dentes fósseis podem revelar acerca da vida no passado.
PROGRAMA
MASMO – Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas
11.SET, 10h30 (comunidade educativa) e 15h00 (comunidade em geral) | Biblioteca Especializada do MASMO – Open Day
No âmbito das comemorações do aniversário do MASMO e da sua Biblioteca Especializada, realiza-se, no próximo 11 de setembro, um “Open Day”, que convida o público a descobrir um espaço de conhecimento, investigação e preservação do património bibliográfico concelhio.
A iniciativa pretende aproximar a Biblioteca Especializada do MASMO da comunidade, dando a conhecer o seu acervo, os seus recursos e os serviços que disponibiliza a investigadores, a estudantes e ao público em geral.
Às 10h30, para a comunidade educativa, e às 15h00, para o público em geral, serão realizadas visitas guiadas, onde se irá dar a conhecer o papel fundamental deste espaço na preservação, organização e divulgação do conhecimento científico, nas áreas Arqueologia, História da Arte, Antropologia Cultural, Filologia, Etnografia, História Antiga, entre outras.
A Biblioteca possui ainda vários fundos distintos, sobressaindo o das publicações periódicas e o das monografias; e ainda o fundo antigo, que reúne obras do séc. XVI a meados do XIX. Mais do que celebrar um aniversário, este “Open Day” pretende reforçar a missão da Biblioteca Especializada do MASMO assinala aniversário com Open Day dedicado à comunidade
No âmbito das comemorações do aniversário do MASMO e da sua Biblioteca Especializada, realiza-se, no próximo 11 de setembro, um “Open Day”, que convida o público a descobrir um espaço de conhecimento, investigação e preservação do património bibliográfico concelhio.
A participação é gratuita e aberta à comunidade educativa e público em geral. A marcação prévia é obrigatória e deve ser efetuada através do telefone 219 238 608 ou por
26.SET, 15h00 | Famílias no Museu-Visita-descoberta “Unir fios e tecer memórias”
Nesta atividade convida-se os participantes a explorar e a reinterpretar a arte de tecer. Após uma visita à exposição “O Claustro do Tempo” e utilizando a estrutura simples de um tear, vão entrecruzar-se fios, rumo à confeção de uma peça única.
Esta atividade visa despertar o interesse para uma prática ancestral, com carácter simbólico, social e económico, que teve o seu início na Pré-História.
A participação é gratuita e aberta às famílias. A marcação prévia é obrigatória e deve ser efetuada através do telefone 219 238 608 ou por
MU.SA - Museu das Artes de Sintra
04.SET, 15h00 | Inauguração da Exposição Temporária de Danuta Wojciechowska: Os livros e a arte de ilustrar
Esta exposição convida o público de todas as idades a conhecer a obra de ilustração de Danuta Wojciechowska. Apresenta imagens que vivem entre as páginas de diversos livros publicados ao longo de mais de três décadas da sua carreira artística.
Lança um desafio ao visitante, convidando-o a refletir sobre o papel da arte no álbum ilustrado. Aproxima as primeiras leituras de imagens, no contexto do livro para os mais novos, da sua descodificação e do prazer da leitura, que se expande e aprofunda ao longo da vida. As obras selecionadas são, ainda, um reflexo visual da poesia encontrada nas histórias dos escritores com quem tem colaborado. A exposição ficará patente até dia 31 de outubro.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
04.SET, 15h00 | Inauguração da Exposição Temporária “Pensar O Parque Natural”, da Associação Finis Terrae
Com esta exposição a Associação Finis Terrae pretende promover uma reflexão crítica sobre o futuro do Parque Natural de Sintra-Cascais.
Pensar o Parque Natural é uma iniciativa que convida o público a refletir sobre o presente e o futuro deste território classificado, cruzando arte, pensamento crítico,
sociedade e ecologia.
Natureza e Ecologia, Património e Memória, Comunidade e Participação, são os principais eixos desta exposição. Os temas da biodiversidade, paisagem, crises
ambientais, heranças materiais e imateriais, identidade e cultura local, cidadania, ativismo, modos de habitar e cuidar do território, são os temas abordados nas obras expostas. A exposição ficará patente até 31 de outubro.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
26.SET, 15h00 | Oficinas Artísticas “O Meu Museu, o Meu Ateliê”
A obra Nuvem Negra, de Pedro Cabrita Reis, será o ponto de partida para observar, sentir, imaginar e transformar emoções em palavras. Num espaço seguro, acolhedor e de plena liberdade criativa, vamos explorar técnicas de escrita criativa e descobrir diferentes formas de dar voz ao que a obra desperta em cada um de nós. Poema, carta, memória, narrativa ou pensamento solto — não existem respostas certas ou erradas. Existe apenas a liberdade de escrever sem medo, sem julgamento e ao ritmo de cada participante. No final, as palavras poderão encontrar-se num arquivo poético coletivo, feito de emoções, silêncios, memórias e diferentes formas de olhar.
Esta é a primeira de um ciclo de 8 oficinas intitulado O Meu Museu, o Meu Ateliê. O programa foi desenhado especificamente para o contexto do MU.SA-Museu das Artes de Sintra, partindo da identidade do Museu enquanto espaço de fruição, pensamento, diálogo e aproximação à arte contemporânea. A proposta procura estabelecer uma relação direta com os conteúdos do Museu, nomeadamente com os seus núcleos permanentes, as exposições temporárias, as práticas curatoriais e a participação ativa dos públicos. Ao longo das oito sessões, propõe-se um percurso de mediação cultural que cruza diferentes práticas experimentais, sempre em diálogo com o universo artístico do MU.SA e com os princípios de democratização do acesso à arte, da participação cultural e da valorização do sentido crítico e estético.
As oficinas são coordenadas e dinamizadas pela Azul-Cobalto Art® sob a orientação da artista plástica Patrícia Sá Carneiro.
A participação é gratuita, aberta a famílias com crianças e comunidade. A participação está sujeita a inscrição prévia através dos telefones 965 233 692/ 219 236 106 ou por
CMLC – Casa -Museu Leal da Câmara
Todo o mês | Peça do Mês - Cesário Verde
Cesário Verde, Poeta do século XIX, nasceu na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa, a 25 de fevereiro de 1855.
Poeta do concreto, das quadras simples, Cesário Verde é um dos precursores do modernismo em Portugal.
A aventura literária de Cesário Verde começa no “Diário de Notícias”. Os versos são publicados e mal recebidos pelos seus contemporâneos e críticos literários. Ninguém estava preparado para aquela poesia, tão diferente da que se fazia na altura, da corrente melodramática e romântica que a todos agradava.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
19.SET, 15h00 | Visita guiada temática
“A Sala de Jantar da Casa-Museu”, explorando toda a ambiência da época do casal Leal da Câmara, em que quase tudo o que aqui se expõe é desenhado pelo artista: mobiliário, candeeiro, cerâmicas, friso, quadros, almofada. Destaque para a disposição cuidada e harmoniosa de todos os componentes exibidos no compartimento, a qual revela o gosto requintado dos antigos moradores.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
Todo o mês | Exposição Temporária intitulada L. C. e A Corja! Semanário de Caricaturas
O jornal lisboeta A Corja! ‘Semanário de Caricaturas’ – de pendor republicano, anti- monárquico e com cronologia de 1898 – foi fundado e dirigido por Leal da Câmara. Com início em 29 de junho, saíram apenas 17 números, tendo o último a data de 16 de outubro. O diário apresentou-se sempre com quatro páginas, sendo duas delas com cor e a 10 réis o exemplar, saindo preferencialmente ao domingo e, mais tarde, também às quintas-feiras.
Incidiu em todos os seus números na crítica caricatural dos mais destacados políticos e governantes de então, com D. Carlos I (1863-1908) à cabeça, exibindo mesmo o primeiro número uma interessante composição com a imagem do soberano, rodeada dos mais influentes ministros do seu governo, a que Leal da Câmara apõe a legenda ‘Eis a Corja!’, apresentando deste modo aos leitores, e simultaneamente, quer o jornal, quer o governo, quer o monarca – pois que, “(…) vincando a natureza provocadora e mordaz do jornal, ao mesmo tempo (…) esclarecia os leitores sobre aquele que seria o principal centro de interesse da publicação: as instituições da Monarquia constitucional, sobretudo o rei, mas também o governo, os deputados, os conselheiros, os detentores de cargos públicos, numa palavra, os políticos e os que viviam na sua sombra”. (Rita Correia, 29.9.2010, texto sobre ‘A Corja! 1898’ divulgado na Internet pela Hemeroteca Municipal de Lisboa, p. 1).
A edição deste jornal corria riscos sérios, mas Leal da Câmara estava disposto a corrê-los e tanto era assim que, inclusivamente, deixou a direção d’ A Marselheza para se dedicar com afinco a este novo projeto – “(…) estava decidido a fazer sangue com o seu lápis afiado e a pagar por isso”. (Rita Correia, idem, p. 2).
A figura imperante é impiedosamente criticada, menorizada e ridicularizada em todos os 17 números do jornal, na medida em que era a instituição principal que definia o regime.
A Corja! todavia, dedicou-se também à guerra hispano-americana, à posição das colónias portuguesas perante a Inglaterra, à repressão da imprensa, à censura, à propaganda republicana e à divulgação da atividade teatral (Lisboa contava então com 10 salas ativas), contudo, a incidência principal do hebdomadário, como órgão concomitantemente provocador e corrosivo, foi mesmo e sempre, como se impunha, a escalpelização semanal do rei, dos políticos e das respetivas políticas.
O semanário conhece o seu fim precoce na sequência das várias decisões e condenações ditadas pelo juiz Veiga, do Tribunal de Lisboa, as quais vaticinam sérias ameaças de prisão, mesmo de exílio forçado, ou melhor, de efetiva deportação de Leal da Câmara em parte incerta do Império, facto este que o levou – depois de avisado e ajudado por gente amiga –, a fugir rapidamente para Madrid, corria o mês de outubro de 1898.
– Como atividade complementar da Exposição será disponibilizada durante o decurso da mesma a Atividade Educativa intitulada ‘A Minha Caricatura para A Corja! ‘, em que cada pequeno participante, à semelhança de Leal da Câmara, irá executar, à sua escolha, uma nova proposta de caricatura a inserir neste tão importante jornal lisboeta. A exposição ficará patente até 31 de dezembro.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
MHNS – Museu de História Natural de Sintra
Todo o mês, terça a sexta, das 10h00 às 16h00 | Visitas e ateliês temáticos
Visitas
Tema – As alterações climáticas num planeta em constante evolução;
Tema - A Leitura da História da Terra, os fósseis e a reconstituição da história da Terra, as grandes etapas da vida na Terra;
Tema – A Caminhada em África, os primatas e a sua evolução em África. Dos Australopithecus afarensis e Australopithecus anamensis ao Homo Sapiens.
Ateliês de Expressão Livre sobre as temáticas do Museu: O Espaço, A Terra, O Mar, O Homem, Os Dinossauros.
Atividades dirigidas a grupos.
Todo o mês | Exposição “Mordidas do Tempo”
A exposição Mordidas do Tempo convida o público a explorar o fascinante mundo dos dentes fósseis e o que eles revelam sobre a vida do passado. Através dos exemplares selecionados de dentes de dinossauros, pterossauros e mamíferos, a mostra revela como a forma, o tamanho e o desgaste dos dentes podem indicar diferentes hábitos alimentares, estratégias de caça e adaptação ao ambiente. A exposição estrá patente até ao dia 3 de janeiro de 2027.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
MFC - Museu Ferreira de Castro
O4.SET, 18h00 | Clube de Leitura – “O Meu Mundo não é Deste Reino”
Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
27.SET, 10h00 | Oficina de Criação Literária – A Casa que Escreve
A Casa que Escreve é o segundo encontro de criação literária entre o Espaço Magma - dinamizado pelas escritoras Judite Canha Fernandes e Serena Cacchioli -, o Museu Ferreira de Castro e Sintra. Pretende explorar a relação entre espaço e escrita, colocando a quem participa estímulos de criação a partir dos detalhes que entrelaçam o Museu Ferreira de Castro, o espólio de texto ali depositado e o próprio escritor.
Casa, corpo de quem escreve, lugar enigmático onde nascem as palavras.
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral. Atividade sujeita a inscrição prévia pelo telefone 219 238 828.
Todo o mês | Exposição Temporária - A Coleção de Cunha e Costa um Portugal que nos une
Com base na valiosa coleção etnográfica doada ao Município de Sintra em 1940 por Eduardo Cunha e Costa, que era à época, a melhor coleção de cerâmica regional do país, sendo o produto de mais de quatro dezenas de anos de dedicada, paciente e esclarecida recolha, a exposição “A Coleção Cunha e Costa – Um Portugal que nos une”, com curadoria de Marta Ribeiro, constitui uma justa homenagem a este colecionador e amigo de Sintra.
Celebrando sobretudo a funcionalidade e os valores artísticos, são apresentadas na presente mostra, constituída maioritariamente por cerâmica figurativa e utilitária, peças únicas, que refletem a cultura, as histórias e as técnicas ancestrais de diversas comunidades, de norte a sul do país. Atrvés delas e das suas especificidades, é um Portugal que nos une!
A participação é gratuita e aberta à comunidade em geral.
