Cultura

Museus de Sintra com programação gratuita e diversificada em maio

Museus de Sintra com programação gratuita e diversificada em maio

Os Museus Municipais de Sintra apresentam, em maio, uma programação cultural gratuita e diversificada para Sintrenses e visitantes, orientada para a valorização e divulgação do património do concelho com atividades para todos os públicos.

Neste mês, o destaque vai para as atividades integradas nas comemorações do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus, com um conjunto de exposições, ateliers, visitas temáticas e iniciativas especiais.

No MASMO - Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, regressam as “Noites de Orfeu”, com o concerto “Mitologia e Música em diálogo”, uma proposta que cruza a herança clássica com a expressão musical contemporânea.

Já o MU.SA – Museu das Artes de Sintra apresenta várias exposições de arte contemporânea, incluindo “Ponto de Inflexão – Novos olhares sobre a Coleção J. Eduardo Lima Cascada”, “DOR - Degrees of Resilience”, de José van Zeller, e “Febre”, de Nadya Ismail. Destaque ainda para “Arte que nos Liga”, um programa inteiramente dedicado às celebrações do Dia Internacional dos Museus e da Noite Europeia dos Museus.

Na CMLC - Casa - Museu Leal da Câmara, o público é convidado a explorar o universo criativo de Leal da Câmara, através da exposição “Poetas e Escritores Portugueses por Leal da Câmara”, onde arte e literatura se cruzam.

Por sua vez, o MFC - Museu Ferreira de Castro propõe uma programação variada que inclui o Clube de Leitura com a obra “As Velas Ardem até ao Fim”, de Sándor Márai. No âmbito da Noite Europeia dos Museus, realiza-se uma conferência sobre o tradicionalismo no Visconde de Santarém e em Ferreira de Castro. Já no Dia Internacional dos Museus, terá lugar a 2.ª Oficina de Criação Literária “A Casa Que Escreve”, bem como a pintura de uma tela integrada no projeto do pintor João Evangelista, “Amazónia, Sangue na Floresta”. Em permanência, pode ainda ser visitada a exposição “A Coleção de Cunha e Costa – Um Portugal que nos Une”.

A Câmara Municipal de Sintra relembra que a entrada nos museus municipais é gratuita durante todo o ano, sendo que algumas atividades requerem inscrição prévia.

Para conhecer o programa completo, os interessados devem consultar os canais oficiais dos Museus Municipais de Sintra.

 

PROGRAMA

CMLC – Casa-Museu Leal da Câmara

Até 10.MAI | Museus Municipais com entrada livre e programação para todos

A temática dos retratos caricaturais de escritores foi sempre muito cara a Mestre Leal da Câmara e surge patente em todas as fases da sua produção artística.
O artista vivia – quer em Portugal, quer, depois, nos seus exílios madrileno e parisiense, por entre a classe artística e intelectual, tanto espanhola como francesa, sendo que fixou plasticamente, e amiúde, os famosos e destacados intervenientes nas mesmas.
Eram sempre elementos conhecidos, no auge das respetivas carreiras e eram, por assim dizer, as pessoas de quem se falava no momento, entre as quais se encontravam, como se óbvia, muitos escritores e poetas.
Como atividade complementar da Exposição será disponibilizada durante o decurso da mesma a Atividade Educativa intitulada ‘O Meu Escritor‘, em que cada participante, à semelhança de Leal da Câmara, poderá fazer, à sua escolha, uma nova proposta pessoal para o retrato caricatural e personalizado de um dos escritores portugueses expostos.

Destinatários: Comunidade em geral 

 

MU.SA – Museu das Artes de Sintra

Até 14.JUN | Exposição Temporária “Ponto de Inflexão – Novos olhares sobre a Coleção J. Eduardo Lima Cascada”, curadoria de Jorge Batista e Elisabete Simões

A constituição de uma Coleção de Arte assenta numa visão pessoal e intimista sobre o ato criativo, refletindo o gosto e os valores do colecionador.
A coleção J. Eduardo Lima Cascada chega à Câmara Municipal de Sintra através de várias doações num ensejo do colecionador em partilhar e garantir o acesso às obras e às suas escolhas.
A exposição Ponto de Inflexão propõe uma revisitação crítica e sensível à Coleção J. Eduardo Lima Cascada levando o público a descobrir novas leituras, estabelecendo paralelos entre as peças expostas revelando, no entanto, a disruptiva dialética entre elas.
Tomando o sentido de um “ponto de inflexão” – ponto em que uma curva muda de sentido – a mostra abrirá caminho para um espaço de questionamento e reinterpretação, onde o olhar curatorial e as obras se encontram para desafiar perceções pré-estabelecidas e, assim, abrir caminhos a novas narrativas visuais.

Destinatários: Comunidade em geral/Acesso gratuito.       
 

Galeria Municipal

Até 14.JUN | Exposição Temporária “DOR - Degrees of Resilience, de José van Zeller.

DOR - Degrees of Resilience propõe ao público um encontro com a pintura enquanto lugar de recomposição e de consciência. As obras sugerem que a resiliência não é um heroísmo retórico, mas uma engenharia delicada: um sistema de ‘remendos emocionais’ que atravessa o físico, o mental, o afetivo e o simbólico. No MU.SA – Museu das Artes de Sintra, este corpo de trabalho ganha um contexto particularmente significativo: um museu que se afirma como plataforma de pensamento e de mediação, onde a arte contemporânea se oferece não como ornamento, mas como dispositivo de leitura do humano e de responsabilidade pública. – Isabel d’ Alvarenga.

Destinatários: Público em geral

 

Sala Polivalente

Até 14.JUN | Exposição Temporária “Febre de Nadya Ismail”

Febre reúne pinturas realizadas entre 2023 e 2026 que procuram seguir o rasto de um fantasma. O termo «fantasma», do grego phántasma, refere-se a uma aparição, a um sonho, a uma imagem oferecida ao espírito por um objeto. Pode designar uma figura ficcional ligada à invisibilidade e à assombração, mas também forças inconscientes que orientam o gesto humano, ou um vazio persistente. Entre imagem e corpo, presença e ausência, a pintura surge como tentativa de dar forma a esses espectros, trabalhando com tinta o corpo da imagem que mais se quer reter – o fantasma.       

Destinatários: Público em Geral, acesso gratuito.

16.MAI, 15h00 | Dia Internacional dos Museus: Arte que nos Liga

Assinalando o Dia Internacional dos Museus, o MU.SA-Museu das Artes de Sintra apresenta Arte que nos Liga, uma proposta que transforma o espaço museológico num território vivo de escuta, partilha e construção coletiva. Inspirada pelo tema deste ano, a iniciativa — que integra uma especial Noite no Museu — propõe experiências participativas, estimulando o conhecimento e o diálogo. Através da arte, pretende-se criar um ambiente de proximidade e reflexão, onde a diversidade se afirma como ponto de encontro e força agregadora.

PROGRAMA

12h00 – 21h00 | Sala de Mediação Cultural:

Atividades plásticas hands-on, dirigidas a todos os visitantes, de todas as idades, e explorando a ligação entre a arte e a sociedade contemporânea, a acontecer continuamente no Espaço de Mediação Cultural do Museu.

12h00 – 18h00 | Sessões de fotografia utilizando técnicas fotográficas históricas e convidando os visitantes a uma fotografia inigualável. A atividade é desenvolvida em parceria com a Five Historic Studio.

18h00 – 21h00 | O Lugar vazio

Performance participativa concebida em torno da imagem simbólica de uma mesa comum, entendida como espaço de encontro, diálogo e construção coletiva. A ação contará com a participação de artistas contemporâneos sintrenses que, a partir da metáfora de um lençol estendido sobre uma mesa, evocarão presença e ausência, convidando simultaneamente o público à participação plástica e à reflexão. A proposta, promovida pela Associação Unidigrazz através do Ponto Kultural, visa aproximar a criação artística da comunidade, promovendo a democratização do acesso à arte e valorizando as práticas artísticas participativas enraizadas no território de Sintra.

20h00 – 23h00 | MU.SA Beat – DJ set com a DJ convidada Cláudia Arauz.

 

MHNS –  Museu de História Natural de Sintra

15.MAI | Dia Internacional dos Museus - Exposição Mordidas do Tempo          

A exposição Mordidas do Tempo convida o público a explorar o fascinante mundo dos dentes fósseis e o que eles revelam sobre a vida do passado. Através dos exemplares selecionados de dentes de dinossauros, pterossauros e mamíferos, a mostra revela como a forma, o tamanho e o desgaste dos dentes podem indicar diferentes hábitos alimentares, estratégias de caça e adaptação ao ambiente.

Exposição patente de 15.MAI a 03. JAN

Destinatários: Público em geral.

16.MAI, das 12h00 às 21h00 | Dia Internacional e Noite Europeia dos Museus

Atelier “Moldagem de dentes de dinossauro”

Destinatários: Público em Geral

 

Noite Europeia dos Museus

16.MAI, 18h00 às 00h00 | Abertura do Museu ao público no horário noturno. 4 600 milhões de anos de vida do Planeta Terra num percurso expositivo constituído por fósseis e animais naturalizados que representam as grandes etapas da Vida na Terra.

16.MAI, 21h00 | Conversas com Rodrigo Veloso, Por de trás das Mordidas do tempo

16.MAI, 21h00 | Esta conversa é a apresentação da exposição Mordidas do Tempo, vamos saber como os dentes dos peixes, dos dinossauros e dos mamíferos ajudam os cientistas a compreender os hábitos alimentares, os modos de vida e os ecossistemas do passado.

 

MASMO – Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

16.MAI, 15h00 | Dia Internacional dos Museus: Visita-descoberta “Unir fios e Tecer Memórias”

No âmbito da temática anual do DIM 2026, o MASMO convida as famílias a explorar e a reinterpretar a arte de tecer. Utilizando a estrutura simples de um tear, em madeira, os participantes vão entrecruzar fios, rumo à confeção de uma peça única. Esta atividade visa unir as famílias em torno de uma prática ancestral, que teve o seu início na Pré-História.

Destinatários: Famílias

16.MAI, 21h30 | Noite Europeia dos Museus: Espetáculo “Dança da Terra e do Tempo Terpsis Dance”, Companhia de Dança Grega Antiga

“Dança da Terra e do Tempo” inspira-se no mito grego em que Reia, deusa primordial da Terra, desafia Cronos, deus do Tempo, dando origem à dança mais antiga da humanidade.

Reia, mãe da primeira geração de deuses, foi privada dos seus filhos por Cronos, que os devorava à nascença. Determinada a salvar o seu sexto filho, Zeus, ela viaja para Creta, entrega-o às ninfas e confia a sua segurança aos Curetes, um grupo de guerreiros encarregados de o proteger.

 

MFC – Museu Ferreira de Castro

08.MAI, 18h00 | Clube de Leitura “As Velas Ardem até ao Fim”, de Sándor Márai

“Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam com a música de Chopin, mudou radicalmente de aspeto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta e um anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...”

Destinatários: Público em geral

16.MAI, 21h30 | Noite Europeia dos Museus: Conferência sobre o tradicionalismo no Visconde de Santarém e em Ferreira de Castro, pelo Doutor Daniel Protásio

Conferência, pelo Doutor Daniel Protásio, que abordará o tema do tradicionalismo no Visconde de Santarém e em Ferreira de Castro.  Embora pertençam a contextos históricos e literários distintos, este conceito manifesta-se na obra de ambos através da valorização da identidade e das raízes portuguesas, ainda que sob perspetivas ideológicas opostas.  Serão essas similitudes e diferenças a ser abordadas, no âmbito da Noite Europeia dos Museus, no Museu Ferreira de Castro.

17.MAI, 10h00 às 13h30 | Dia Internacional dos Museus: 2ª Oficina de Criação Literária “A Casa Que Escreve”

A Casa que Escreve é o segundo encontro de criação literária entre o Espaço Magma - dinamizado pelas escritoras Judite Canha Fernandes e Serena Cacchioli -, o Museu Ferreira de Castro e Sintra.

Pretende explorar a relação entre espaço e escrita, colocando a quem participa estímulos de criação a partir dos detalhes que entrelaçam o Museu Ferreira de Castro, o espólio de texto ali depositado e o próprio escritor. Casa, corpo de quem escreve, lugar enigmático onde nascem as palavras.

Destinatários: Público em Geral

28.MAI | “Amazónia, Sangue na Floresta”

Pintura de uma tela, no recinto do Museu Ferreira de Castro, inspirada no romance A Selva, integrada no projeto do pintor João Evangelista “Amazônia, Sangue na Floresta”, com a qual pretende, homenagear o escritor.

Durante o horário do museu.

Destinatários: Público em Geral       

 

Patente até data a definir | Exposição Temporária “A Coleção de Cunha e Costa um Portugal que nos Une”         

Pode-se observar uma valiosa coleção etnográfica originária de várias regiões de Portugal, mostram-se peças únicas, que refletem a cultura, as histórias e as técnicas ancestrais de diversas comunidades, de norte a sul do país.

Constituída maioritariamente por cerâmica decorativa e utilitária, encontra-se organizada de acordo com os seguintes temas: “O Pão”; “A Economia Doméstica”; “A Cozinha”; “O Vinho e o Azeite” e “A Infância”, com os exemplares expostos a dar testemunho da resposta a necessidades transversais às várias regiões do país, auxiliando nas atividades familiares, sem deixar de incluir, também, objetos relacionados com o lazer e a brincadeira.

Proporcionando uma viagem pelas várias regiões de Portugal, é a cultura local e as tradições que se revisitam nesta coleção, que, mais do que aquilo que nos distingue, antes valoriza aquilo que nos une.

Destinatários: Público em geral        

 

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